9 de maio de 2014

oi, eu sou web redatora (ou webwriter ou whatever)

Quando eu decidi ter um filho, lá em meados de 2011 eu estava no meio de uma rotina super agitada: trabalhando em dois lugares (inclusive aos sábados) e com mais 3 alunos particulares eu praticamente não ficava em casa. O pouco tempo que sobrava era utilizado para dormir. Depois que tomei a decisão de ter um filho, achei melhor diminuir minha carga horária. Tive uma gravidez super tranqüila e um período de licença maternidade muito produtivo. Fiquei trabalhando de segunda a sexta, meio período e tinha o restante do dia para cuidar do bebê e da casa. A renda diminuiu, é verdade, mas eu ganhei em vários outros pontos.

Em 2012 decidi procurar algo para fazer em casa mesmo, sem abrir mão da escola meio período, claro, que era de onde vinha minha renda maior. Queria algo que complementasse a grana do mês e que tivesse a ver com minha formação e com o que eu gosto de fazer. Depois de pesquisar aqui e acolá, acabei descobrindo que eu podia usar a minha aptidão pela escrita para fazer essa graninha extra. A redação web apareceu meio que por acaso. Eu já fazia traduções e revisões freelancer quando me deparei com a possibilidade de escrever conteúdo para site também. Resolvi arriscar.


Você já deve ter notado a quantidade imensa de sites e blogs temáticos que existem hoje em dia. Eles aumentaram muito nos últimos cinco anos e a tendência é que os números aumentem ainda mais. Na web, quanto mais conteúdo seu site tiver, mais fácil ele será encontrado por mecanismos de buscas e gente interessada. Quanto mais público, mais anunciantes. Quanto mais anunciantes, mais grana entra.

Então se o conteúdo do site é legal, meio caminho andado para a coisa toda funcionar. Mas nem todo mundo sabe ou tem tempo disponível para preencher seu site ou blog com conteúdo útil e eficiente. É aí que entra a galera da redação.

Primeiros trabalhos


Meu primeiro cliente foi um pessoal muito bacana do sul do país que precisava de 10 textos sobre decoração. Topei fazer um teste e enviar pra eles. Redigi o artigo me limitando à quantidade de palavras exigidas e mandei. Ganhei na hora o job.

Vale ressaltar que nessa época eu ainda não fazia ideia do que era SEO. Fui aprendendo na marra mesmo (e fazendo cursos de atualização on-line depois – acredite, tem muita coisa boa e útil na Internet). Meu pagamento era aquilo que eles se propuseram a pagar. Era pouco. Mas eu estava começando e queria ver meu trabalho em algum lugar dessa Internet de Deus para poder usar o link como referência para futuros clientes.

Isso é importante também. Mesmo que o artigo não leve seu nome, é legal saber onde ele foi publicado e ir salvando esses links. Você vai precisar de material para montar seu portfólio. Já quando você encontra um lugar onde seus artigos são publicados com a indicação da autoria, fica ainda melhor para você. Mas em outros posts falaremos melhor desse assunto.

O fato é que, com o passar do tempo consegui subir o preço dos meus artigos, negociando. Afinal, eu estava melhorando, me especializando, estudando para fazer melhor. Ninguém saiu perdendo. E eles continuam comigo até hoje.

Tenho alguns clientes fixos, para os quais preciso mandar determinada quantia de artigos e textos todos os meses e tenho os esporádicos, trabalhos freelancer que não aparecem sempre, que são produzidos para sites variados.

Montei meu próprio portfólio, conquistei novos clientes, vi artigos meus publicados em sites de grandes portais e já se vão quase dois anos trabalhando com isso. Gosto, particularmente da ideia de que posso ficar em casa para trabalhar na parte da tarde e não preciso mais sacrificar meus sábados (a não ser que eu queira).

As coisas têm dado certo até aqui ;) Nos próximos posts falarei mais a respeito da escrita em tempos de web. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Be kind. :)