Todos os dias eu acesso meus sites internacionais favoritos para dar uma espiada nas notícias. Depois dou aquela olhada nos tupiniquins também e na caixa de e-mails (que sigo conferindo se chega alguma coisa durante o dia, pelo smartphone). E, claro, sempre dou aquela olhada geral nas minhas redes sociais para ver o que anda acontecendo no mundo em que as pessoas que eu curto habitam. E o twitter é, sem dúvida, o termômetro do assunto pop e me deixa informada de uma vez só, sobre tudo o que eu deveria saber e até o que eu nem estava querendo. De longe, a rede social com a qual não consigo ficar sem.
Assim, em inglês mesmo, que era o único idioma disponível na ferramenta até então e nenhuma alma gentil dentre os meus amigos sabia do que se tratava. E eu provavelmente estava corrigindo provas nessa tarde aí.
O que, no começo, parecia apenas uma coisa sem signficado algum e com utilidade zero, acabou se mostrando uma ótima maneira de conhecer pessoas e pensamentos. De discutir determinados assuntos e conseguir links para as coisas que realmente importavam.
Posso garantir, que nesses cinco anos de presença em minha vida eu fiz amigos (amigos mesmo, na real), arranjei emprego (emprego mesmo, na real), contratei serviços, descobri uma infinidade de coisas relacionadas à minha área profissional, soube de fatos que aconteceram nos quatro cantos do mundo e que a TV não mostrou, aprendi a lutar por direitos de consumidora, entrei em contato com empresas que finalmente me ouviram (porque elas não dão a mínima se você liga no S.A.C.) e recebi recadinhos gentis e carinhosos de famosos que eu admirei a vida toda e que nunca me ouviriam (ou leriam) de outra forma.
Também já pedi (e peço) opinião sobre filmes e lugares. Sobre pessoas. Sobre serviços. Tem sempre alguém lá para te dizer alguma coisa.
Mas também já fui xingada. E já briguei com pessoas rudes, grosseiras e sem noção. Faz parte.
Mas depois que você pega o jeito, aprende a quem seguir, as coisas melhoram. Ter na timeline pessoas que agregam valor ao camarote do seu cérebro é, sem dúvida, a melhor coisa a se fazer. Por isso o unfollow é tão importante: põe pra fora quem está ali apenas para tocar no mesmo assunto. Quem não sabe se comportar perante uma opinião contrária. Quem deseja que os outros engulam detalhes imbecis de suas vidas. Quem não tem bom humor ou educação. E eu te garanto que a coisa vai funcionar. Funciona pra mim. Tem funcionado desde 2009.
O mais engraçado, porém, é que, até hoje e mesmo após ter feito este discurso para você agora, quando alguém me pergunta: "Mas afinal, para que serve o Twitter?", eu ainda não sei ao certo o que responder. Porque a resposta seria tão longa e tão sem sentido para quem vê de fora, que eu certamente faço melhor em não dizer nada.
Ah! Se você não lembra, pode conferir qual foi seu primeiro tweet acessando o Discover Twitter

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