3 de agosto de 2015

Lea Michele #ActuallySheCan


Imagens: Reprodução


Lea Michele se juntou à campanha #ActuallySheCan (em tradução livre, "Na verdade, ela pode"), campanha que busca cada vez mais empoderar as mulheres e discutir assuntos como sucesso na vida profissional, saúde, bem estar, aceitação pessoal e social, etc.

Eu adoro a Lea desde Glee. Ela é uma excelente cantora e não dispensa a hipérbole, a "careta" mesmo. Lea canta com sentimento e com vontade, e eu adoro esse "exagero". 

Os posteres de Léa foram divulgados na última semana. Com mensagens do tipo "Seja sua própria chefe", as mensagens incentivam as mulheres a se sentirem orgulhosas de seu sucesso, e não culpadas por ele.





Há poucos dias eu estava conversando com um amigo a respeito da constrangedora entrevista de Cara Delenvingne (assista aqui) em que ela foi literalmente cortada por não estar disposta a compartilhar da ironia e deboche dos âncoras do jornal matinal. Cara não apenas foi cortada, como continuaram a ironizá-la e falar de sua pessoa sem que ela pudesse se defender a respeito.

Meu amigo e eu estávamos discutindo os erros de Cara e os erros dos âncoras, além do ponto de vista de John Green (leia na íntegra aqui), que ao defender a moça, também falou sobre feminismo. Meu amigo afirmou que, se fosse um homem o entrevistado, ele NÃO seria cortado como Cara foi, mesmo se estivesse muito mal humorado. Eu disse a ele que não temos como saber, mas que eu adorava o ponto que ele havia levantado ali. 

E para falar a verdade, eu adoro mesmo, de coração, o fato de que hoje em dia as crianças e adolescentes já lidem com esse tipo de assunto em sua "pauta". Eu, há 15 anos atrás, não lia muito a respeito de direitos iguais na internet. Quase não me era dito na escola. Nenhum docente, nenhum parente, ninguém discutia nada.

Hoje eu percebo um movimento contínuo e benéfico em torno do diálogo. Isso é bom, isso é fantástico. Eu adoro perceber como minhas alunas de 10, 12 anos de idade, já tem noção de que podem ser mais do que eu achava que poderia ser, quando tinha a mesma idade delas.

É por isso que adoro essas campanhas, adoro o fato de que estamos percebendo que todos merecem respeito e direitos iguais. Falta muito ainda? Falta. Mas, meninas, não dá nem pra mensurar o quanto já foi pior.



Leia Mais:
Site oficial da campanha #ActuallySheCan: clique aqui


6 comentários:

  1. Apesar de tantos anos buscando direitos iguais, mesmo tendo mudanças realmente cruciais para a história das mulheres, é somente atualmente que podemos ver que a sociedade já está disposta a manter isso. Direitos igualitários, sem diminuir apenas por ser mulher. Todas são capacitadas, tanto quanto os homens, e não precisamos exatamente provar isso à alguém. Ser menosprezada, diminuída por conta do sexo? Isso realmente tem que ser abolido. E eu adorei a Lea estar envolvida na campanha, ela é uma mulher bastante determinada, e é uma ótima figura para as mulheres, que em suas milhares de faces e personalidades, mostram que podem sim ser sensíveis e fortes; conciliar tudo isso.
    Amei o post, Eli!! Beijoo

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  2. Apesar de ser homem, eu confesso que sou feminista.
    Defendo a causa feminina e minhas maiores referências são mulheres.
    Admiro muito as personalidades que assumem ser feministas e não vejo as mulheres como sexo frágil, muito menos como inferiores aos homens.

    Fiquei perplexo com a tal entrevista.
    Estou muito desatualizado sobre os fatos ocorridos ao redor do mundo.
    Apesar de já ter lido "Cidades de Papel", eu não conhecia a atriz, mas me deu um ódio desses apresentadores!
    Acho que tenho a personalidade um pouco parecida com a dela.

    Quando não é humor-negro é mau humor.
    Meus amigos adoram, mas quem me odeia, odeia exatamente por isso.
    É uma relação de amor e ódio.

    O Coração do Menino

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    1. A Cara é jovem, falta jogo de cintura, paciência e talvez um pouquinho de disposição para lidar com esse tipo de coisa que acontece (porque realmente acontece quando se está começando... eu tenho a impressão que a entrevistadora errou o nome dela de propósito, para simbolizar que ela não é conhecida, que ela não é "ninguém"). Acho que com o tempo ela vai pegar o esquema da coisa. Como boa britânica ela enveredou para o sarcasmo e o desastre foi absoluto.

      O problema ali foi o fato de menosprezarem a pessoa, interromperem de maneira grosseira e continuarem a falar sobre o ocorrido com tanto deboche. Achei horrível. Mas o interessante é ver como situações assim levantam discussões que antes eram simplesmente inexistentes. É bacana ver como hoje em dia fala-se mais em direitos iguais e respeito para todos. Isso é ótimo :)

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  3. Oi! amei essa hashtag que essa moça inventou <3 obrigada por me apresentar! E sobre a Cara, não tinha pensando o ponto do seu amigo... mas talvez não tivessem cortado mesmo ou não teriam ironizado depois de terem cortado... Também gosto do tópico feminismo se espalhando pelo mundo e pelos meios de comunicação, permeando nossas vidas =)

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