7 de agosto de 2015

Budapeste e louça para lavar na pia




Hoje eu queria fazer um post sobre uma das músicas que eu mais gosto no momento. A linda Budapest, do menino George Ezra é uma das coisas mais bacanas que já ouvi em tempos. 

Isso porque eu sou aquele tipo de pessoa cuja alma nasceu em meados de 1765 e cujo gosto musical sofre de um delay engraçado, me fazendo gostar de músicas antigas e cantores velhinhos, e só conhecer o povo mais novo depois de meses em que já estão nas paradas de sucesso (ou depois que já caíram no esquecimento). Então quando eu acho um "novinho" que canta coisa boa eu realmente fico encantada.

Mas a questão aqui não é o George. 

A questão é o Rodrigo.

O meu amor, o amor da minha vida, que sempre é personagem na minha cabeça quando eu ouço letras boas assim. Dessas que dizem de forma precisa que a gente deixaria tudo, tudo mesmo, para viver junto.

Eu sabia que ia ter conta para pagar.

Eu sabia que ia ter louça na pia (todo dia).

Eu sabia que viria um filho. 

< < E  f r a l d a s > > 

E discussões acaloradas, às vezes.

Mas, há sete anos eu disse que deixaria tudo. Ah, deixaria. A minha casa em Budapeste, o meu caríssimo piano de cauda, o meu lindo castelo.

Deixaria os meus muitos SIM por vários TALVEZ.

Deixaria o muito EU para um punhado de NÓS.

E planos perfeitos para um par de pegadas apenas, 
só para andar de mãos dadas numa rua mais simples.

E descobrir que não é ruim.

Que nada mais importa.

Eu deixaria.

Eu deixei.

E deixaria de novo.

Para sempre.





Para ouvir mais sobre nós: aqui e aqui







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